segunda-feira, 27 de outubro de 2008

mundo estranho.

Uma festa surpresa. Melhores amigos. Um dia agitado. Desilusão. Um não quero saber. Álcool. Uma noite comprida. Desculpas. Um fica comigo para sempre...
Um mergulho no mar, um dia de praia, uma toalha na areia. A 26 de Outubro, em Portugal. Mundo estranho...

agora, são 18 anos. E depois de tudo... Nada.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

turn around.

Vira-te. Vira-te e fixa os olhos na minha direcção...
Não consigo falar. Não consigo emitir nenhum som para de alguma maneira captar a tua atenção.
Just take a look at me.

perturbas-me.

essa tua perfeição ideal perturba os meus dias.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

agonia.


À minha frente jaz um piano - jaz, porque o olho mais inocente consegue entender, a nu, que este perdeu a sua harmonia há muito. Imagino-me a toca-lo, a sua melodia a transportar-me. As teclas, essas, ora estão encravadas ora faltam. Outras, por sua vez, por mais que premidas, não respondem. Surdamente, tentei falar com ele. Translucidamente, fez-me ver que não fazia tenções de me responder. Percebi a sua agonia e deitei-me sobre ele. Agora, já não estávamos sozinhos.
(adaptado)

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

hoje já não.


Mas e quando esperamos do mundo e ele não acontece?

e se não esperarmos?

Nada é garantido. Foi quando deixei de esperar. Foi quando deixei de ter certezas que pude finalmente levantar da cama e achar que era eu pelas ruas, a cruzar com as pessoas. Pessoas? Poucas são pessoas. A maioria são vultos que não sabem de si, nem de nada. Esperam...

Hoje eu não sou mais um vulto.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

voltas, muitas voltas.

O despertador de manhã toca sempre muito cedo. Eu sei que já era meio dia, mas era muito cedo. Cedo para quem dormiu pouco. Dormir pouco? Se dormi... Dás-me dores de cabeça. E enjoos matinais. Ou tardais, já não era de manhã. O que fosse. O dia teve de nascer cinzento para me alegrar também. Assim fazemos todos parte dum mundo feliz. Chovia muito, muito, e eu não gosto de correr com chuva. Os all star não agarram o pavimento, assim como os pneus não agarram a estrada se travarmos de repente num chão muito molhado, e estivermos a ir muito rápido. Talvez o mal das pessoas seja andar muito rápido. Não dá tempo de aderir às épocas em que se encontram. Então acabam por nunca se encontrar e as épocas passam e quando muito ficam as memórias. Quando ficam... Que ás vezes passam muito rápido também. Como quando andamos nos carrinhos dos parques de diversões e vemos tudo a girar à nossa volta e queremos agarrar alguma imagem mas não conseguimos. O truque é fixar um ponto. E não perdê-lo. Ensinaram-me um dia. Eu é que não gosto de viver cheia de truques... Lembrar-me deles constantemente é um sacrificio. Ainda assim, não é tão mau quanto ter de ensinar as criancinhas que a fada dos dentes não existe.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Stockholm Syndrome


Stockholm Syndrome :

–noun Psychiatry.
an emotional attachment to a captor formed by a hostage as a result of continuous stress, dependence, and a need to cooperate for survival.

[Origin: after an incident in Stockholm in 1973, during which a bank employee became romantically attached to a robber who held her hostage]

and also

n. A phenomenon in which a hostage begins to identify with and grow sympathetic to his or her captor.

O ser humano é uma criatura incrivel. É fantástica a capacidade que temos de desenvolver sentimentos com alguém que nos torna prisioneiros de si próprio, e nos trata como bem quer.
Impressionante.

sábado, 4 de outubro de 2008

e se eu gostasse muito que ficasses?


No vai e vem desta rotina diária que me gasta toda a energia, sei, e isto sei-o mesmo, que és a força dos meus dias.

"Aguenta a pressão"

Queres-me fazer acreditar que consigo, que posso. Não posso. Não sem ti. Não sem me deitar de noite e saber que estás ali. E sabes que me afliges quando te levantas.

"Amor! Onde é que vais?"
"A lado nenhum... E pretendo ficar aqui por muito tempo."

Estás escrito em mim.