segunda-feira, 8 de setembro de 2008

é até ao dia.

"Ainda bem que agora posso ver-te mais vezes, é so ir ter ao teu trabalho"
"Pois. Com uma enorme trabalheira..."
"Nada disso!"
"É sim."
"Se não valesse a pena eu não iria..."
"Daqui a 2 meses já nem me falas amor."
"Por mais dificil que as coisas sejam entre nós, por mais que haja dias em que parece que foi-se tudo, eu não desisto das coisas que realmente gosto. Até porque é mais fácil esperar do que desistir..."
"Pois. Até ao dia."

Até ao dia, disseste tu. Não posso esconder que me chateia quando falas nisto. Quando falas na tua certeza de que tudo será passageiro. Quase que me fazes acreditar, sabes. Mostras uma convicção tão enorme no que dizes que me ponho às vezes a pensar que tens tanta certeza disso porque estás empenhado nisso. Ou se não estás empenhado nisso, digamos que não estás empenhado em fazer pelo contrário também. Hoje é daqueles dias em que me parece que foi-se tudo, assim como ontem também foi. Se amanhã for igual, talvez o dia que tanto falas não esteja assim tão longe. As coisas duram o tempo que fizermos por elas durarem. Fizermos. Eu. Tu. Nós. Quando já não existir um nós, deixa-me ser a primeira a saber, por favor. Prometo que te largo da mão e deixo-te ir. Mas tens de me deixar saber. Hoje vou deitar-me com o mesmo amor por ti, com a mesma vontade de sobreviver a isto, por mais dificil que seja. Com a mesma convicção de que custe o que custar, não desisto. Eu espero.
É até ao dia.

1 comentário:

Sr. Jeremias disse...

Até ao dia em que se percebe que o "para sempre" só existe naquele instante. Já todos fomos felizes para sempre num qualquer instante de tempo, depois passou mais um segundo, um minuto, uma hora... Até ao dia em que o "para sempre" são só nove letras juntas.