segunda-feira, 22 de setembro de 2008

tu vens eu vou, eu vou tu vais.


Fujo-te.
Fujo-te quando vens.
Fujo-te quando me tentas agarrar com palavras.
Assustam-me as expressões, assustam-me os para sempre.
Aterrorizam-me os amo-te.
Fujo, corro, desapareço.
Escondo-me.
E volto a correr para ti...
Foges.
Já não queres.
Recusas.
Ignoras.
Mudas de assunto, ausentas-te.
Enfrieces e tiras-me a cor dos dias.
Como se me roubasses doces...
Escondes-te.
E voltas para mim.
E eu fujo-te.
Não, eu não sei o que quero.
Tão pouco o sabes tu...
Não, não sei quem sou, e não sei quem és.
Ás vezes... quero-te.
Ás vezes preciso de te fugir.
Também tu me foges...

1 comentário:

Sr. Jeremias disse...

E andamos todos num vai e vem de lugares trocados e errados tantas vezes. Até ao encontro que o acaso proporciona numa rua perdida...