domingo, 9 de novembro de 2008

8.00 am

Abres-me a porta. São 8 da manhã e estou atrasada para dormir. Vim andando pelas ruas, encostando-me às paredes, tentando fixar o ponto que me ia trazer até ti. Fizeste a cama em tempo record, dizes que arrumaste a casa... Não vi nem pude ver, o peso da noite é grande, muitas horas a olhar para o mesmo sitio, muitas horas a ver o que não deveria ter visto. Deixo o corpo cair lentamente na cama, enquanto as minhas forças (ou falta delas) confirmam-me que não vou acordar amanhã. Estou demasiado cansada já para te poder olhar como deveria... Os olhos fecham-se mas continuo acordada por dentro, inquieta. Sei que me olhas. Só peço que não desapareças... que se acordar amanhã prometo-te então que largo os vicios. Menos o de ti.

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